Árbitros da CBF recebem auxílio, porém muitos não têm mesma sorte

Árbitros da CBF recebem auxílio porém muitos não têm mesma sorte

Dos cerca de 10 mil profissionais, 479 terão valores antecipados

 

Juízes e bandeirinhas também estão entre os trabalhadores atingidos pela paralisação dos campeonatos de futebol, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Estima-se que cerca de 10 mil pessoas atuem nesta atividade em ligas, federações e confederações amadoras pelo país. 

 

"Muitos vivem somente de apitar e outros complementam a renda com outro trabalho", aponta Marcelo de Lima Henrique, de 48 anos, 25 deles dedicados à arbitragem. "Eles dependem da taxa do jogos, principalmente com a crise econômica dos últimos anos", revela, acrescentando que eles poderão recorrer a Medida Provisória que libera um auxílio-financeiro de R$ 600 para autônomos e micro-empreendedores individuais. 

 

Já os 479 integrantes árbitros do quadro nacional  da CBF irão receber, antecipadamente, uma taxa de arbitragem, calculada a partir do maior valor pago para sua categoria. Um árbitro da série A (Fifa) deve receber aproximadamente R$ 5 mil, e um juiz sem a chancela Fifa cerca de R$ 3,8 mil.

 

"Esta ajuda veio em ótima hora e mostra sensibilidade dos dirigentes da CBF. As contas estão sendo cadastradas e a expectativa é que o dinheiro esteja na conta dia 10. Mas é uma pena que não possa contemplar a todos", lamenta Marcelo, que foi árbitro Fifa de 2008 a 2014 e hoje é master da CBF. "Quem atua em alto nível, precisa investir em alimentação, calçado, preparação física, etc  Tudo isto demanda dinheiro e nós não temos carteira assinada e direitos como férias ou um seguro lesão". 

 

O apoio anunciado aos árbitros do quadro da CBF terá ainda atendimento psicológico, aulas por videoconferência com análise de lances de jogo, aspectos do VAR e mudanças recentes das regras.

 

Por Rodrigo Ricardo - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

 

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