Prefeitura de São Paulo testa scanner para fazer inventário de árvores

Crédito Rovena Rosa/Agência Brasil

Informações embasarão decisões sobre poda e remoção de plantas

 

Por Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil  São Paulo, Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

 

A prefeitura de São Paulo iniciou hoje (29) um projeto piloto para catalogar,com auxílio de scanner as árvores das ruas da cidade. Um carro com câmera que registra em 360 graus vai rodar a Rua Ribeiro Lacerda, no Ipiranga, zona sul paulistana, coletando informações das árvores que estão ao longo da via.

 

Informações colhidas embasarão tomada de decisões sobre poda e remoção de árvores - Rovena Rosa/Agência Brasil

 

O scanner é um aparelho de leitura ótica que permite converter imagens, fotos, ilustrações e textos em papel em um formato digital que pode ser manipulado em computador. O equipamento registra informações como altura, diâmetro, inclinação e espaçamento dos troncos.

 

A ideia é que as informações sejam usadas para tomar decisões sobre poda e remoção de árvores. Segundo o secretário adjunto de Verde e Meio Ambiente, Ricardo Viegas, caso o projeto piloto tenha sucesso, poderá ser usado na elaboração do plano municipal de arborização urbana. Viegas disse que o estudo incluirá as espécies plantadas na cidade, a quantidade delas e as estratégias para gestão dessa cobertura vegetal.

Ele explicou que o inventário municipal mostra que a capital paulista tem hoje 651 mil árvores, mas que esse levantamento precisa ser atualizado constantemente. “Isso foi feito, há um bom tempo, por engenheiros e biólogos da prefeitura com uma metologia bastante ultrapassada, e o rendimento desse levantamento é muito baixo, lento”, disse Viegas sobre os procedimentos feitos com medição manual e fotografias.

 

Com o scanner, o secretário acredita que o procedimento terá um ganho de velocidade incomparável. A avaliação dos resultados deve ser feita nos próximos três meses. A partir daí, será possível ter uma ideia das vantagens e também dos custos para implantação do projeto em toda a cidade.

O sistema foi doado por uma empresa privada, a Metro Cúbico Engenharia. A intenção, segundo a companhia, é “apresentar uma alternativa tecnológica de última geração para o cadastramento de árvores, que consiste em obter todas as suas medidas”.

 

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