Pelo menos sete anos antes da fundação oficial, em abril de 1839, com o nome de Campo Belo, já havia sinais de um pequeno povoado, onde está hoje o município de Itatiaia. Ocupado pelos índios Puris, o local servia apenas de passagem e pouso aos viajantes que vinham do sul de Minas em direção aos portos de Angra dos Reis e Parati, escoando a produção de ouro. Ao longo do caminho foram surgindo lugarejos com ranchos destinados ao abastecimento dos tropeiros.

Com o esgotamento das minas de ouro, a ocupação na região se intensifica e, durante um período de transição, a pecuária e a agricultura de subsistência predominaram entre os primeiros rancheiros. Logo seriam substituídas por grandes fazendas de açúcar e café nas encostas dos morros arredondados. Dentre as grandes fazendas, destacaram-se a Cachoeira, a Itatiaia, a Campo Belo, a Fazendinha e a de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, hoje Parque Nacional do Itatiaia.

Em meados do século XIX, no auge da produção cafeeira, os grandes barcos transportavam o "ouro verde" da época pelas águas do Rio Paraíba, desde Barra do Piraí até Itatiaia, considerado um dos maiores entrepostos alfandegários e comerciais. A chegada dos trilhos da Ferrovia D.Pedro II, em 1873, substitui os barcos.

Com o fim do ciclo do café, a cidade se dedica às pecuárias de ponta e leiteira, que se tornaram as principais fontes de renda por muito tempo. A partir de 1950, com a construção da Via Dutra, da Hidrelétrica do Funil e com o início das atividades turísticas, a cidade começou um novo ciclo econômico.


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